O Supertrunfo de Serial Killers na Imprensa

Apesar de ter sido criado em 2000, apenas uma vez fui entrevistado por conta do baralho de serial killers. Claro, já dei entrevistas sobre os livros e assuntos relativos a marketing, porém, somente a Vice interessou-se em falar sobre o famoso e polêmico Supertrunfo de Serial Killers.

 

Em agosto de 2010, fui entrevistado pelo jornalista Bruno B. Soraggi que, na época, trabalhava na Vice Brasil, veículo que eu conhecia pouco, mas que a galera “dishcolada” era leitora assídua tanto no formato digital quanto no impresso.

 

Tudo começou quando passei a seguir o então editor da revista, André Maleronka, no Twitter com meu perfil de divulgação do Supertrunfo. Ele deve ter ficado tão assustado quando recebeu a mensagem “Serial Killer is now following you on Twitter” que pediu para um de seus jornalistas “ver qualé a desse cara”.

 

Marcamos em um sábado, mas eu precisei desmarcar. O interessante foi que Bruno, o jornalista, quis me encontrar em um lugar público, talvez por receio do que poderia encontrar ao tentar entrevistar o maluco que fez um supertrunfo de serial killer. Remarcamos para o meio da semana, na sede da revista. Bruno sugeriu a hora do almoço. Como almoço é um luxo para quem tem jornada tripla (diretor de marketing / pai de família / maluco que faz supertrunfo de serial killer), afiei o facão e aceitei.

 

Pensei em levar uns decks do Serial Killer Cards para a redação, porém a gráfica que utilizei estava de brincadeira, literalmente. Quando fui buscar o jogo, encontrei os operadores da máquina em uma partida animada de supertrunfo. Enfim, essa história fica pra depois.

 

Para a entrevista, então, fui munido apenas de um deck engordurado que levo para todo lado quando quero fazer amigos e influenciar pessoas. É incrível o efeito que o baralho tem no ser humano. Se você se sentar em uma praça de alimentação de um shopping e abrir uma Bíblia, vai ouvir risos e verá pessoas se afastando como o diabo foge da cruz (literalmente, nesse caso). Porém, se você abrir um baralho de serial killer, desses comuns que só eu vendo e você só encontra aqui, em cinco minutos terá pelo menos três curiosos à sua volta querendo jogar ou conversar sobre o assunto. Em quinze minutos umas vinte pessoas se aglomerarão e em meia hora a SWAT descerá pelo teto para levá-lo.

 

De volta à entrevista, encontrei Bruno no prédio da Vice que, diga-se de passagem, era um ambiente maravilhoso para exercitar a criatividade. Grandes lounges com pés-direitos marcantes, minimalismo na mobília e mesas de madeira na área externa, enfim, é o típico local onde o estresse fica por conta dos deadlines das matérias e não por causa do escritório em si.

 

A entrevista foi tranqüila, divertida, fluida. Já tive a oportunidade de dar entrevistas em ocasiões diferentes por motivos também adversos e digo com propriedade, como filho de jornalista, que o bom repórter entrevista sem entrevistar. E foi o que Bruno fez. Jogamos uma partida que não terminou, mas que permitiu ao entrevistador transitar pelos assuntos mais variados como a concepção do jogo, fatos curiosos, filmes de terror e até sobre a minha vida. Enfim, matamos o tempo, se o trocadilho não ficar de mau gosto nesse texto.

 

Você confere a entrevista na íntegra clicando em Matando o Tempo - Vice Brasil.

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